sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A 100 por Hora


Dentro de mim observando o coração
Não ando mais a 100 por hora
Os carinhos, as carícias, não os tenho agora.
Diminui-se, multiplicativamente, o meu amor
É a velocidade da vida em colisão com o desamor
À medida que sonhos e realidades se transformam em dissabor.
Em cada luz de outras vidas
Observo, atentamente, o teu olhar
Passam flashes instantâneos, sei que não vais mais voltar.
Até aceno os braços para impedir a crueldade da paixão
Mas é perversa a inquietude do meu coração
Que pulsa, mas sem expressar nenhuma emoção.
No entanto, ainda vejo, ao fechar os olhos, tua silhueta nua
Repenso, calmamente, nossos instantes ao relento da lua
E saio, como louco, para me encontrar na rua.
Finalmente abro a vidraça andando mais do que a 100 por hora
E grito, silenciosamente, ao romper da aurora
Para que se finde o sentimento de outrora.

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