quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Silêncio dos Inocentes


Página em branco, sentimento ilhado
Perguntas na alma, coração sufocado
O livre arbítrio me fala em amor
O meu corpo pede calor...

São horas difíceis de reflexão
Paz e cama pedem comunhão
Meu ser queima com tamanha paixão
Não há meio termo para coisas do coração...

Quebra-se o silêncio dos inocentes
Nossos corpos quentes estão dormentes
Sabor e pecado se dão uma trégua
Mas não se prende o amor numa régua...

Página escrita, finalmente
Só a noite sabe o que o poeta sente
Só a madrugada grita o que tá silente
E só a poesia esfria um amor tão quente.


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