sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Monalisa

Vejo-te e os versos se iniciam...

O teu olhar, silencioso e misterioso, não traz mais felicidade;
Observo tristeza e falta-lhe o brilho...

O teu sorriso é inexpressivo, artificial;
Não mais transmite alegria natural...

Mergulho então no teu ser:
Arte, não há nem a pintura do poeta;
Esvaiu-se e só ficou uma penumbra...
Paixão, não há nem o querer-bem;
Esvaiu-se a emoção marcante...

Vejo-te e os versos se findam...

Requer-se o retorno do olhar cintilante e cativante;
Requer-se o sorriso natural e repleto de expressão;
Requer-se que a pintura do artista seja a arte das artes;
Requer-se, finalmente, que a paixão seja fulminante para que mudes o semblante.

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