Começo agora a escrever aleatoriamente, pede-se ao ser inspiração e aparece a palavra paixão...
Lembro do primeiro olhar, aquele inesquecível, que marcou na memória e invadiu o coração;
Lembro do beijo, tão esperado, planejado e que, quando efetuado, multiplicou-se;
Lembro do sabor, inédito e perfeito, que o mesmo deixou e continua no paladar;
Lembro do corpo, de cada curva e, principalmente, da chama proporcionada quando foi tocado.
Começo agora a entender, perfeitamente, que a inspiração não cessa quanto estás presente nos meus pensamentos... E percebo...
Que é preciso paixão para que a vida ganhe sentido e não deixe o ser sem sentido;
Que é preciso emoção para que o ser sinta o pulsar silencioso do coração;
Que é preciso razão para que o instinto não jogue, subitamente, o ser no chão;
E, essencialmente, percebo que é preciso você para a continuação do viver.
Termino agora por compreender, poeticamente, que tu és a inspiração, quando o poeta pensa que não há nada no pensamento...
Por isso, quando você for embora, tenta, contigo, me levar;
Mas se a bagagem que levas não me couber, me carregue no seu olhar;
Se no olhar não puder porque outro brilho nele está, me leve no seu lembrar;
E se aí também não possa por tanta coisa que há, me carregue, ao menos, no sentimento...
Porém, se nem aí possa, por acaso carregar, saiba que já vivo em seu pensamento e não esqueça:
“me leve no esquecimento “
“poesia parafraseada, em alguns trechos, da música do cantor nordestino Raimundo Fagner”.
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